Sem pretensões... Apenas para partilhar as palavras que me sufocam e voam demasiado céleres dentro do meu pensamento, reunidas em poemas que contam estórias... ou em crónicas de ninguém, sempre inventadas... por uma maria de luz (sem acordo ortográfico)
sábado, 26 de março de 2011
Memória esquecida
sexta-feira, 11 de março de 2011
A vida... uma empresa
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma . É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Fogo que arde
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Nove anos

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Aprendizagens

Por fim aprendi a mentir!
Montei-me em palavras enganadoras
E disfarcei a dor que sinto
Agora, de tão convicta
Ninguém acredita que minto!
Digo que não sofro
E que amo a solidão
Mas no fundo, bem no fundo
Não gosto de estar sozinha, não!
E mesmo assim ainda minto
Porque tenho comigo a Dor
Forte, alegre, vivaça
Que me toma toda a energia
Por isso, não estou sozinha
Tenho a Dor como companhia.
Ela é grande e atrevida
Porque toma várias formas
E vive dos meus sentimentos.
Obriga-me assim a mentir
Para a conseguir esconder.
Tive bons ensinadores e
Finalmente aprendi a mentir
E a dizer que não sinto o que sinto...
Agora, é tarde, e não há nada a fazer.
Perdi a inocência
Morreu dentro de mim a verdade
Que mesmo assim conservo escondida
Num canto esquecido do meu coração.
Finalmente aprendi a mentir!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Perdi o barco

Sei que não foi de repente, mas a mim até me pareceu... sei apenas que perdi definitivamente o barco!
Tive dificuldade em chegar ao cais pois andei muito tempo à deriva ou a nadar contra a maré; quando finalmente o atingi, permaneci nele à espera de conseguir forças para comprar um bilhete, num lugar decente... e o tempo foi passando sem esperar por mim ou sem me ter em conta... e eis que o barco já partiu e eu acabei por ficar retida no cais, sem conseguir lugar para entrar.
Encontro-me irremediavelmente sozinha e isolada de todos, aqui neste embarcadouro agora à espera de uma outra viagem. Nessa tenho a certeza de que conseguirei embarcar sem preocupações... só não sei quando.
Esgotei as forças para me insurgir contra o que quer que seja mas estou também demasiado fraca para aceitar o que me foi destinado. Não protesto, mas não aceito; não quero mas não posso rejeitar...
O rio vai correndo com águas sempre exaltadas que, em turbilhão, me roubam do cais e me impelem até ao mar. Já não vou nadar... deixo-me apenas arrastar até a exaustão me consumir...
Já não sei onde estou...