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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Fogo que arde















Ardo
Neste fogo vivo
Nesta vida afogueada
Nesta dor de não sentir

Ardo
Ao sabor dos acontecimentos
Ardentes
Sem querer o que tenho
Sem ter o que quero

Ardo
Nesta vida em que não vivo
Nesta vivência que me mata
Nesta lenta morte latente

Ardo
De forma consciente mas insana
Nesta já insensata forma de estar
Nesta insensatez lúcida

Ardo
Num fogo parecido ao Inferno
Numa terra, esquecida e queimada
À espera que a chama se quede
E a dor se vá!

Ardo
Numa fogueira já sem fumo
Numa chama já sem pavio
Em que a própria labareda
Já ardeu!

Ardo
E mesmo o crepitar é triste
Mesmo o lume é frio
E ninguém ouve o meu arder...

Ardo!