Procurando a perfeição, perdi-me pouco depois do início do trajecto.
Encontro encruzilhadas plenas de armadilhas em que invariavelmente tropeço, caio, magoo-me e choro.
Choro de dor, de ira, de perda, de cansaço.
Fico estendida durante longo tempo esperando que ela venha de novo ter comigo. E, também invariavelmente, ela vem. E eu agarro-a, ergo-me e sento-me confortavelmente nela, na Força, continuando a viagem por parte incerta.
Mas tudo acontece por uma razão pois nada acontece por acaso. Por isso, muitos acontecimentos não casuísticos na minha vida conseguiram transformar-me numa ilha.
Fiquei sozinha e isolada de todos.
A distância relativamente aos outros é cada vez maior.
Vejo-os, mas eles não me vêem, ocupados que estão a olhar para os seus grandes umbigos.
Para além da tristeza imensa que me fazem sentir, não gosto da pessoa em que me tornaram. Estou a perder a vontade de os ajudar, de estar ao seu lado... estou a arrefecer.
A temperatura desceu, sem dúvida. O cansaço instalou-se. Concluo que fiz um trabalho aparentemente inglório pois nada do que fiz valeu a pena.
Plantei árvores que não me deram fruto. Alimentei seres que não me deram crias. Trilhei caminhos com os pés descalços, lado a lado com essas pessoas e não encontrei o trilho de regresso, apesar de os ter levado a bom porto, de lhes ter mostrado o bom caminho.
Fui tábua de salvação, ancoradouro, muro das lamentações, ombro ouvinte, amante fogosa, irmã amiga, filha extremosa, esposa dedicada, vizinha civilizada, mestra exímia, namorada afectuosa, dona exemplar, orientadora espiritual... fui tudo o que me pediram, tudo o que de melhor podia, sabia, conseguia... mas nada foi suficientemente bom e forte para conseguir manter a meu lado os que amei.
Por isso, transformei-me nesta ilha que vou permanecer, que agora quero ser, embora alguém ainda o possa mudar...
Vou continuar a trilhar o meu trajecto incerto.
Encontro encruzilhadas plenas de armadilhas em que invariavelmente tropeço, caio, magoo-me e choro.
Choro de dor, de ira, de perda, de cansaço.
Fico estendida durante longo tempo esperando que ela venha de novo ter comigo. E, também invariavelmente, ela vem. E eu agarro-a, ergo-me e sento-me confortavelmente nela, na Força, continuando a viagem por parte incerta.
Mas tudo acontece por uma razão pois nada acontece por acaso. Por isso, muitos acontecimentos não casuísticos na minha vida conseguiram transformar-me numa ilha.
Fiquei sozinha e isolada de todos.
A distância relativamente aos outros é cada vez maior.
Vejo-os, mas eles não me vêem, ocupados que estão a olhar para os seus grandes umbigos.
Para além da tristeza imensa que me fazem sentir, não gosto da pessoa em que me tornaram. Estou a perder a vontade de os ajudar, de estar ao seu lado... estou a arrefecer.
A temperatura desceu, sem dúvida. O cansaço instalou-se. Concluo que fiz um trabalho aparentemente inglório pois nada do que fiz valeu a pena.
Plantei árvores que não me deram fruto. Alimentei seres que não me deram crias. Trilhei caminhos com os pés descalços, lado a lado com essas pessoas e não encontrei o trilho de regresso, apesar de os ter levado a bom porto, de lhes ter mostrado o bom caminho.
Fui tábua de salvação, ancoradouro, muro das lamentações, ombro ouvinte, amante fogosa, irmã amiga, filha extremosa, esposa dedicada, vizinha civilizada, mestra exímia, namorada afectuosa, dona exemplar, orientadora espiritual... fui tudo o que me pediram, tudo o que de melhor podia, sabia, conseguia... mas nada foi suficientemente bom e forte para conseguir manter a meu lado os que amei.
Por isso, transformei-me nesta ilha que vou permanecer, que agora quero ser, embora alguém ainda o possa mudar...
Vou continuar a trilhar o meu trajecto incerto.
