Dei-te a liberdade, sem nada te dar
Cuidando que era a minha que podia alcançar.
Vão engano, pois presa ainda estou
Nesta inquietude que em nada mudou.
Nada fui para ti a não ser mais um número
A avolumar a tua conta incontável
Sem significado no teu rol,
Na tua longa lista de troféus.
Não me compreendeste
Nem antes, nem agora, pois
Buscas a perfeição, inexistente
E procuras seres distantes
Não acreditaste nos meus sentimentos
E agora, falas da minha amargura
Aquela que, afinal, tu sentes.
Incompreensível, continuas como antes
Falas de ti, querendo-me acusar
Por ter tentado terminar
Os teus actos impensados
Que não paravam de me magoar.
Orgulho intempestuoso
Impulsividade indisciplinada,
Amor profundo e indecifrável
Eis o que tenho, eis o que sou
E, por isso, presa ainda estou!
