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sábado, 21 de maio de 2011

Como um rio...



Frequentemente as trevas cortejam-me
Tentam apoderar-se do meu coração
Ferido e moribundo
Sempre que eu experimento sarar
Feridas que já esqueci.

Equilibro-me, então, entre a
Indiferença e a solidão
E comporto-me com um rio:
Fluo, com lentidão
Por entre os obstáculos
Que se sucedem no meu leito.
Resistir poderá significar
Ser destruída
Mas eu sou uma guerreira
Plena de Luz, vontade e firmeza
Para atingir o único sonho sonhado.

Expulso os demónios
Que teimam em me habitar
Clandestinamente
E que libertam falsas preces
De medo.

Solto também a voz do coração
Que preciso entender
Antes de tomar uma decisão
E não me intimido
Com o silêncio, a indiferença,
O isolamento ou a rejeição.

E neste campo de batalha
Aprendo com cada adversário
E com cada derrota.

Hei-de chegar ao mar
Perseguindo a voz do anjo
Que está esquecido no meu ser
E secreta nos meus planos
Mas transparente nas  minhas acções
Alcançarei  vitórias
E terei alguém
A quem contar as minhas histórias!

Então, com humildade
Todas as minhas palavras
Agora simples e vazias
Ficarão registadas
Na memória do Universo!