Mostrar mensagens com a etiqueta Sem ânimo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sem ânimo. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sempre fiz o que julgava estar certo



Sempre fiz o que julgava estar certo
Mas o destino, que é vil e mesquinho
Sempre pegou em mim e no que não consegui fazer
Para me castigar e fazer doer.

Sempre quis fazer o que entendi ser certo
Mas o infortúnio rondou continuamente por perto
Pois o resultado foi sempre mau
E agora, vejo-me quase só, neste deserto!
Não agradei a gregos nem a troianos
Desgarrada, apenas sofri enganos e desenganos.

Então penso: "E se eu fizer o que está errado?"
Pode ser que engane o fado
Me vista de desconhecida
E consiga, agora, bom resultado!

E se, por uma vez, fizer o que está errado
Deixar de ser sincera, puser o sentimento de lado
Caminhar incógnita mas de espírito pesado
Passear pela impostura, como qualquer outra criatura?

Sempre fiz o que entendi estar certo,
Encarei o mundo de coração aberto
E eis que estou aqui, sozinha, no deserto
Porque o desalento tornou-se um monstro
E está eternamente perto.

Sempre fiz o que pensava estar certo
E hoje, resta-me a consolação desta leveza no coração.