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sábado, 11 de setembro de 2010

O Primeiro






Actualmente, todos querem ser o melhor, para ser o primeiro;
o mais bonito, para ser o mais elogiado;
o mais elegante, para se destacar dos demais;
o mais interessante, para ser o mais procurado;
o mais simpático, para ter mais amigos;
o mais competente, para voltar a ser o melhor;
o mais inteligente, para passar à frente de todos;
o mais rico, para poder comprar tudo e todos;
o mais desejado, por ser o mais simpático;
o que tem mais amigos, porque é o mais procurado;
o que é mais lembrado, porque se destaca de todos;
o que vai a mais festas, porque é o mais popular;
o que é mais amado, porque isso é o mais importante;
o mais... qualquer adjectivo com conotação positiva para poder estar em primeiro lugar, para ser o favorito, o que se distingue, o que está acima dos outros...

Depois... depois disto pouco resta para os que são mais gordos, a não ser o gozo; os que são menos inteligentes, a não ser a chacota;
os que são menos ricos, a não ser o desprezo;
os que são menos populares, a não ser o esquecimento;
os que não têm o melhor emprego, a não ser o fracasso...

Porém, a maior parte dos seres é apenas mediano na maior parte das suas qualidades.
Nem todos são magros, nem lindos, nem ricos.
São apenas comuns mortais, apenas pessoas!

Quando é que começam a olhar para os outros, não por serem gordos ou magros, bonitos ou feios, ricos ou pobres, mas por serem pessoas, com sentimentos, com qualidades, com defeitos e, por isso mesmo com essência?
Quando deixaremos de ter rótulos, e etiquetas?
Quando passaremos a valer pelo que somos e não pelo que parecemos?
Quando passaremos a valer pelo que somos e não pelo que temos?
Quando?