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terça-feira, 14 de julho de 2009

Tesouro escondido

Guardo ainda, num cantinho escondido de mim, um imenso tesouro secreto.

É um banquete de sentidos, invisível ainda, pleno de matérias raras e por isso nunca usadas nem nunca vividas.

Guardo-o com empenho e afinco porque sei que um dia poderei usá-las em pleno.
Há encerrado neste tesouro muita alegria e cores variadas, odores subtis, aromas frescos mas enebriantes, sons suaves e envolventes, sedas e cetins de toque macio, estonteantes bebidas frescas de sabores exóticos.

Guardo-o.
Guardo-o para o usar apenas quando o puder partilhar com quem veja esse tesouro como eu o vejo, o sinta como eu o sinto, o saboreie como eu o saboreio, o ouça como eu o ouço...

E então, o meu agora adormecido império dos sentidos poderá de novo funcionar.

Guardo, num cantinho secreto, um tesouro escondido.