
É pena as palavras usadas nas promessas não terem sido cumpridas
É pena ser mal-amada, apenas usada... não ouvida nem sentida.
É pena as vontades prometidas serem para sempre adiadas...
É pena as intenções de desejos não terem sido nunca realizadas.
É pena até os falhados, os perdidos, os derrotados, quererem ser ousados
Saberem fazer exigências, serem pouco equilibrados
E mesmo mascarados, não passarem de tristes, coitados!
É pena que haja caminhos cruzados, trocados, errados.
É pena que fiquem mais nódoas manchadas nas histórias vividas
Repetidas à força, e agora encerradas.
Restam apenas as angústias recolhidas, escondidas... contidas.
Resta apenas o que existe sempre: todas as vis certezas doídas.
Mas é pena que as veredas, as estradas da vida, continuem a ser mal escolhidas
E que as viagens encetadas sejam longas, porque sofridas,
Sinuosas, porque mal sucedidas,
Efémeras, porque enganosas,
Tristes, porque falazes.
E com tantas penas que restam
Quero apenas fazer um belo pássaro
Branco, porque de Paz e livre, porque de Solidão
E ser eu a voar esse pássaro migrando para longe...
Para longe de mim.
Acabaram-se as penas! Sou como ela!!