domingo, 28 de junho de 2009

Quero escrever!!!


Quero escrever!
Quero escrever pela Irritação,
pela Indignação,
pela Estupefacção,
pela Admiração,
pela Revolta,
pela Raiva,
pela Dor,
pela Desilusão,
pela Tristeza
que sinto por...
Me fazerem Ser diferente,
por me sentir diferente!

Quero escrever,
Porque
Estou cansada de Conversas,
de Promessas,
de Palavras,
de Sentimentos que trazem
Tormentos,
Maus momentos,
Mais momentos de
Arrependimentos,
de
Falsos julgamentos...

Quero escrever e poder mostrar que isso é apenas...
Ser diferente!!

Quero escrever sem cessar e falar no
Descrédito,
no Desmérito,
no Desentendimento,
na Ignorância dos que não Me sabem,
dos que não Me querem,
dos que Me deixam e esquecem
Dos que não Me merecem!

Quero escrever e assim, avulso, gritar o que sinto, o que não minto, o que me vai dentro
...

E no silêncio das palavras... esperar um novo amanhecer!!!


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pedras no caminho


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

sábado, 6 de junho de 2009

Coisas de família


Ao contrário do que à primeira vista se possa pensar, não há vantagens em ser um dos elementos mais novos de um clã. Pelo contrário... parece-me que as desvantagens se vão acumulando com o passar do tempo.
Senão vejamos apenas algumas: em criança a diferença de idade não me permitiu um crescimento e um amadurecimento muito próximo dos meus irmãos. Quando cresci um pouco mais e estava "quase" apta a poder partilhar com eles um pouco de mim... fugiram-me, procurando o seu próprio crescimento.
Os anos continuaram o seu curso, cada qual edificando a sua ala da família e hoje, com mais de meia idade (o que é isso? quando sabemos que estamos a meio do fim da nossa vida? há algum marco, algum sinal??) vejo-me a assistir ao despedimento gradual dos que povoaram a minha vida e que, de uma forma ou de outra, me acompanharam, ainda que tenha sido à distância.
Olho em meu redor e vejo em sofrimento, em perda contínua de saúde, de consciência e de faculdades muitos dos que me são mais queridos, daqueles que são sangue do meu sangue.
Nomes como hipertensão, trombose, diabetes, cancer, alzheimer, parkinson e fabry passaram a fazer parte da minha família, como se meus familiares fossem também.
E alguns dos membros mais velhos apenas conseguem aceder à informação antiga que possuem na sua base de dados, como se algum trojan horse tivesse
entrado no seu sistema e corrompido os ficheiros...
Assisto a todo este processo com tristeza, com dor e sem impunidade pois, apesar de mais nova... tenho todos esses nomes em testamento.
Vantagens, então, de ser mais nova???

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia da Criança


"Teus filhos não são teus filhos.

São filhas e filhos da vida por si mesma.

Eles vêm através de ti mas não de ti

E embora estejam contigo, não te pertencem."

terça-feira, 12 de maio de 2009

Animais VS Pessoas


Já tenho meditado várias vezes sobre este assunto; já tenho deixado transpirar, outras tantas, muito do que penso e sinto acerca do mesmo; parece-me até que já estou meio vacinada para as situações, que já vi e vivi quase tudo o que ainda me poderia causar espanto.
Engano o meu!!
Contínuo a espantar-me e a ficar surpreendida com a atitude pequenina de algumas pessoas, mas, sobretudo a ficar magoada com essa mesma atitude.
Por mais "perfeita" que queira ser (afinal... o que é isso da perfeição???), por mais discreta e neutra que seja a minha presença, o meu estar e participar na vida da comunidade em que me insiro, nunca o consigo e acabo sempre por ser alvo de conversas (vulgo falatório ou, melhor falando, de coscuvilhice); mesmo nada fazendo, comportando-me de forma correcta (como sempre o faço, como princípio de vida) sou alvo de críticas, de falazares.
Pergunto-me ainda e no entanto, o que confere às pessoas esse direito?
Gostaria que essas pessoas, todas elas necessariamente com vidas imperfeitas, cheias de buracos e de telhados de vidro, me dissessem porque não se limitam à temática sugerida pelas revistas coloridas e das novelas das quais tanto gostam?
É que, dessa forma, com o espírito e as línguas ocupadas por esses assuntos, não teriam espaço para me chatear, aborrecer, comentar...
Reflectindo melhor, afinal o que eu sinto por essas pessoas é dó, é comiseração pela sua pequenez de espírito; elas não são mais do que umas coitadas, cínicas sem dúvida, que se ocupam da vida dos outros a fim de esquecerem a sua própria vida, também ela cheia de defeitos (porque humana, sem dúvida!) e muito vazia de conhecimentos, sentimentos e acontecimentos...
E então, se Ele lá estiver em cima em observação, perdoar-lhes-à... pelo menos é essa a minha vontade.
No entanto, apraz-me dizer que, quanto mais conheço as pessoas e mais lido com elas, mais gosto dos animais, esses sim, puros e dedicados incondicionalmente, constantes no seu amor, sem maldade e sem línguas afiadas!!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E agora?


E agora? Agora... o que hei-de pensar, dizer, sentir?

Ando por ali (por opção consciente) desde 88. Apesar de tudo tomo-o também um pouco por "meu" (sim, temos a mania da posse, eu sei), passo nele todos os dias, para baixo e para cima sem problemas, sentindo-me "segura" porque todos os que nele habitam (ou alguns que informam os todos) me conhecem, porque não sou persona non grata. porque apesar de todas as suas imperfeições consigo gostar deles e de os tratar com respeito (quando mo merecem e me tratam da mesma forma), porque ao longo de todos estes anos sempre lhes dei o meu melhor para os ajudar e para contribuir para o seu crescimento enquanto pessoas e para a sua integração numa sociedade também imperfeita...

Sempre, ainda que de uma forma velada, os defendi à minha maneira, tentei percebê-los e desculpar os muitos dos seus actos incorrectos... entrar um pouco nas suas vidas vazias porque sem objectivos, porque sem princípios, porque sem condições, porque sem amor...

Mas agora é isto: coktails mollotof, tiros a torto e a direito, agressões, carros incendiados, desrespeito às figuras (todas) de autoridade...

Agora sou eu que estou triste e revoltada, que não lhes tenho respeito porque estão a desrespeitar tudo e todos; sou eu que sinto a injustiça das gentes que reclamam sem saber exactamente o porquê, que estão a ripostar apenas para não aceitarem o que é óbvio, o que é correcto...

Não tenho medo de ser apanhada por uma qualquer bala perdida; não tenho medo que me incendeiem o meu velho carro; não tenho medo que me apedrejem ou agridam à facada...
Tenho medo e isso sim, que estes "jovens" estejam irremediavelmente perdidos para a sociedade e que o "futuro" que eles podiam ser, não chegue a acontecer.

Mas... em que parte (remota certamente) é que todos falhámos?

E agora? Qual vai ser o caminho... Agora... o que hei-de pensar, dizer, sentir?
Onde está afinal a bela vista prometida?