Sem pretensões... Apenas para partilhar as palavras que me sufocam e voam demasiado céleres dentro do meu pensamento, reunidas em poemas que contam estórias... ou em crónicas de ninguém, sempre inventadas... por uma maria de luz (sem acordo ortográfico)
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Saudade...
Saudade é o vazio que fica com a partida de quem amamos...
Saudade é a dor de saber que não voltaremos a estar com quem partiu...
Saudade é a falta que se sente do carinho, do toque, do cheiro, do sorriso e da voz de quem nos deixou...
Saudade é a ferida aberta pela ausência de quem não pode voltar...
Saudade é a escuridão que fica quando a luz foi levada para longe por quem se foi embora...
Saudade é a dor de saber que não voltaremos a estar com quem partiu...
Saudade é a falta que se sente do carinho, do toque, do cheiro, do sorriso e da voz de quem nos deixou...
Saudade é a ferida aberta pela ausência de quem não pode voltar...
Saudade é a escuridão que fica quando a luz foi levada para longe por quem se foi embora...
sábado, 8 de outubro de 2011
Ave de arribação
Aos poucos crio um rio
Com as lágrimas vertidas
Um dia ele irá ao mar
E eternamente
Ambos ficarão
Unidos por um fio
De penas vestidas.
Simulo a felicidade
Com cada esperança aberta
Ignorando a realidade
Bruta, crua, sempre tão certa!
Efabulo acreditar
Nessas histórias transmitidas
Que não são mais do que
Pedaços de invenção
De tuas vidas não vividas.
Quem és tu
De onde vens
O que pretendes, afinal
Para onde vais
Onde te quedas,
Cruel, insensível, amoral?
Tens-me por tua presa certa
Mas acredita
Sou ave de arribação
Que procura sempre o seu norte
Selvagem, emancipada, liberta
Voando em direcção à sua sorte.
Sei o que tenho
O que sou e o que quero,
Sei de onde venho
Onde estou e o que espero
Por isso, prometo que
Mais lágrimas não vou verter
Mais penas não vou permitir
Mais tristezas não vou sofrer!
Vai de retro, tentação!
Deixa-me a sós
Como sempre estive
Nesta imensa ilusão
De que um dia
Num sonho ou numa alucinação
Um belo príncipe aparecerá
Vestido de sapo ou de cortesão
E me tomará, eu, ave
Na sua vida
Como sua única decisão!
E, aos poucos
Esse outrora projecto de rio
Secará de emoção
E de fio não passará
Morrendo, à partida, no meu coração.
Finjo, simulo, imagino...
Filho é...
"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".
José Saramago
Vazio
Nesta imensidão infindável de nada
Quero agregar o teu ao meu vazio
E de uma única afecção padecer.
Continuas com medo do teu sentir,
Do meu sentir, do meu dar
Do teu unir, do teu entregar, do teu querer...
Mas eu
Tenho a esperança como certeza
E a paixão como fiança
Falta ter a tua vontade
O teu amor
Aliados à tua confiança.
A plangência consome-nos
E ataca-nos quando isolados
Mas unidos, mesmo tristes
Até o silêncio nos fortalece.
Quero que sejas tu
Mesmo nada dizendo
A precisar de cada momento meu,
A procurar preencher
Cada fragmento do teu vazio
Com pedaços de mim
E, aos poucos,
Poder o teu escuro,
Em luz brilhante transformar.
Vamos viajar
Para um futuro desmedido
Mas de destino conhecido.
Vamos perder-nos com consciência
Nas estradas dos nossos dias
E após horas à deriva
Encontrar o conforto do caminho
No afecto e na partilha
No carinho e no amor.
Dá-me, então, esse teu vazio
Oferece-me a tua tristeza
E em troca
Deixa-me preencher o teu coração.
Oferece-me o teu nada...
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