
Presumi que poderia ser o mundo de alguém enquanto muitas vezes apenas ocupava uma pequena parte desimportante do seu mundo;
Presumi que a minha presença, companhia, dedicação seriam suficientes e de qualidade para que não houvesse necessidade de procurarem mais ninguém, quando na verdade em tudo fui sendo considerada paupérrima;
Presumi ser a única, a que está em primeiro lugar, a última... quando sempre fui considerada mais uma, a outra, mais outra...
Presumi, uma vez e outra que as estórias não se iriam repetir, quando elas têm tendência a passar-se repetidas vezes e a multiplicar-se de forma mórbida...
Presumi que um qualquer dia ia encontrar a felicidade, uma felicidade contínua e não apenas fragmentada em pequenas peças soltas de longos dias soltos;
Presumi sempre tanto e tantas vezes, mas o povo é sábio e ele próprio afirma através de um saber feito de experiência: "Presunção e água benta, cada um toma a que quer!"
O mais sensato será nada presumir, nada valorizar e deixar a vida correr ao sabor dos acontecimentos. Não quero água benta e não vou voltar a presunir.